Linho: O tecido ecologicamente correto

Quando se trata de roupas ecologicamente corretas, pouco importa as cores e os modelos. O que importa nesse aspecto é a maneira como ela é fabricada, principalmente os tecidos que são usados na confecção de uma peça. De todos os tecidos, o mais ecológico é o linho. Em seu cultivo quase não se utiliza fertilizante químico e também não há desperdícios, pois a palha que sai da flor do linho serve para a fabricação de aglomerado, e a semente da planta se tranforma em óleo de linhaça. O linho é 100% biodegradável, antibacteriano, antifugicida, de baixa elasticidade, não deforma facilmente, não causa irritações na pele nem alergias, é altamente resistente, possui proteção UV, favorece o sono, auxilia no tratamento de limpeza de pele além de ser ideal para enfrentar altas temperaturas. Tudo isso e também o apelo de marca no mercado de consumo com a busca de salvar o planeta  contribui para que o linho seja o tecido a bombar nesse verão.

Roupas em Linho.

O custo da produção do linho é alto, e a fábrica de tecidos Linifício Leslie é uma das únicas no Brasil a produzir o fio a partir da fibra, que é importada de países europeus como Bélgica e França. Para deixar a peça mais barata, o linho tem sido misturado a fibras como algodão, seda e viscose, tornando-se mais acessível no mercado popular. O linho mais procurado em lojas de tecido é o misturado ao algodão, e as versões coloridas, listradas e estampadas são as favoritas do público feminino de todas as idades.

Vestido em Linho, Seda e Algodão.

Não vai demorar muito para o linho se tornar popular novamente, em outros tempos ele era o preferido do público e ainda possuia o fato de ser um tecido que amassava muito. Com a tecnologia isso deixou de ser um fato, o fio do linho recebe uma enzima que o deixa menos estruturado, e ainda recebe um efeito ‘amassado natural’. Até porque a roupa muito bem engomada está fora de moda, pois o linho duro de antigamente era usado para confeccionar os uniformes dos coronéis, e por esse motivo tinha a caracterítica de ser uma roupa pesada e brega, e quem aderia ao linho era tido como careta. Mas o caráter de antiguidade tem a ver com a sua origem, de acordo com alguns livros, o linho foi encontrado pela primeira vez a oito mil anos nas tumbas egípcias, onde era usado para enrolar o corpo das múmias. A partir disso, foi levado à Europa por comerciantes e navegadores, e desde então não saiu mais dos comércios. Os europeus, australianos e norte-americanos são os grandes consumidores do linho e enxergam qualquer peça feita com ele  como sinônimo de relaxamento, mas com um toque rústico e sofisticado.

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